domingo, 19 de dezembro de 2010

Complexo de Fausto

Fausto, é o protagonista de uma popular lenda alemã que fala sobre um homem que faz um pacto com o demônio, baseada no médico, mágico e alquimista alemão Dr. Johannes Georg Faust (1480-1540). O nome Fausto tem sido usado como base de diversos romances de ficção, o mais famoso deles é do autor Goethe, que relata a tragédia do Dr. Fausto, homem das ciências que, desiludido com o conhecimento de seu tempo, faz um pacto com o demônio Mefistófeles, que o enche com a energia satânica insufladora da paixão pela técnica e pelo progresso. Essa ilustração ficou muito popular e sempre foi pejorativamente (talvez nem sempre) atribuido a certas celebridades, empresários ou multimilionários de nosso tempo. Receber favores de uma entidade em troca de benefícios é uma prática pagã antiga. Mas será que qualquer incrédulo, na sua redoma vitral, pode se eximir de ser ele mesmo um pactuante diabólico? Bom, existem pessoas que são bem pagas para adorar o demônio, algumas outras só precisam negá-lo para receberem o seu cheque...

Isso mesmo! Na linha pontilhada!

E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.”.
Mateus 4:9

Sabemos que quando o assunto é espiritual, não se pode ficar em cima do muro. Serve-se a Deus ou ao Diabo, mesmo os ateus negando tanto um como o outro (Mt 6:24).  É óbvio que Satanás não fica com seus emissários em cada esquina oferecendo os seus serviços e arquivando contratos. A épica barganha entre os homens e o Diabo não é unicamente aludida na história do personagem Fausto. O homem mundano não se dá conta de que o seu contrato já está assinado desde o dia de seu nascimento, como uma propriedade de Satanás. Não é necessário que eu me lance numa encruzilhada com uma galinha preta e velas para vender a minha alma, eu não preciso entender de ocultismo e magia negra para me posicionar como um satanista e muito menos fazer chifrinhos com a mão ou usar camisas estilo rock’n roll enfeitadas com pentagramas e bodes.

Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Tiago 4:4

Este mundo e todas as coisas não santas dentro dele, já pertencem a Satanás (I Jo 5:19). Ele não precisa pactuar com o que já é dele, embora o homem tenha ingenuamente em sua mente, a vã ilusão que pode ter controle sobre as tais cláusulas contratuais. Bilhões de pessoas assinam contratos e mais contratos todos os dias com este empreendedor infernal e nem se dão conta disso. Ele vem usando a sua caneta, com tinta especial, para seduzir todas as nações, uma tinta negra, chamada pecado. As almas humanas são  autografadas a cada dia com várias inscrições chamadas de idolatria, orgulho, fornicação, ganância, mentiras e tantas outras. Estas são as cláusulas e por natureza todos têm contratos, porém quem os rescindirá?

Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo.
II Coríntios 5:17

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Seis razões pelas quais não posso ser Ateu


            A cosmovisão ateísta, diferente do modo que é apresentada, é uma projeção de inúmeros "achismos cientificos", usados como verdades ditas "cientificamente comprovadas" para justificar a cultura atual dos ateus "politicamente corretos". Essa cosmovisão, remove de suas mentes o peso de se estar em contínua trangressão contra Deus e os torna cada vez mais inertes a uma realidade que eles julgam ser fruto de contos de fadas.

Razão 1 - Não sou ateu, porque é necessário mais fé no Ateísmo do que no Teísmo

“E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme à nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem: à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou”.
Gênesis 1:26-27

            Se podemos definir o ateísmo como a descrença na existência de deuses, então podemos presumir que um ateu tem "fé" na inexistência destes deuses, logo o ateu tem fé. Esse argumento por si só não favorece ao teísmo, mas desvincula o uso da palavra fé somente para os que crêem. Pois se confiamos em algo, manifestamos a fé neste mesmo algo, assim ninguém é desprovido de fé, pois fé é a confiança no que se não sabe.

Razão 2 - Não sou ateu, porque o ateísmo é um risco desnecessário e eterno

“Disse o tolo no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem.”.
Salmos 14:1

            Blaise Pascal, matemático, físico, filósofo e escritor francês. Desenvolveu um raciocínio muito famoso chamado "A Aposta de Pascal". Ela trata de uma suposição reconhecendo a existência de apenas duas opções, o acreditar ou o não acreditar. De acordo com Pascal, cada escolha traria diferentes fins mediante a comprovação de uma das duas como verdade. Para aqueles que apostam em crer, uma vez que estejam errados, nada acontece, pois se não ná conciencia após a morte em nada poderá ser reclamado. Mas para aqueles que apostam em não crer, uma vez que estejam errados, perdem a eternidade. O que de certa forma faria a opção de crer, algo muito mais vantajoso.

Razão 3 - Não sou ateu, porque eu mesmo sou uma prova da existência de Deus

“Todas as nações são como nada perante ele; ele considera-as menos do que nada, e como uma coisa vã. A quem, pois, fareis semelhante a Deus? Ou com que o comparareis?”.
Isaías 40:17-18

            Você já parou para pensar sobre o potencial do seu cérebro. Quanta informação ele pode guardar? Se você transformar em bits toda informação que o seu cérebro pode armazenar, chegaria a cem bilhões de bits, o suficiente para encher vinte milhões de livros, todos dentro de sua cabeça. Se uma simples mensagem escrita ou desenho em pedras podem nos revelar uma causa inteligente por trás delas, então o que dizer de vinte milhões de livros em informação? A existência de vida em nosso planeta é uma mensagem clara que nos diz que somos frutos de um projeto extremamente complexo, que para tal se faz necessário um projetista.

Razão 4 - Não sou ateu, porque a nossa consciência moral está além de nós mesmos

“Os quais mostram a obra da lei escrita em seus corações, testificando juntamente a sua consciência, e os seus pensamentos, quer acusando-os, quer defendendo-os”.
Romanos 2:15

            Como você sabe o que é o mal ou o que é bem? Pois com certeza não descobriu isso sozinho. Porque de que forma você saberia o que é o bem a não ser que esse bem existisse além de você mesmo? Essa pergunta se mostra de fato como uma boa suposição para a existência de Deus. Porque a existência do mal não prova a inexistência de Deus. Talvez prove que Satanás existe, mas não que Deus não exista.

Razão 5 - Não sou ateu, porque o Universo não é produto do acaso e sim de um Grande Projetista

“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos”.
Salmos 19:1

A Teoria da Relatividade Geral de Einstein, descobriu que o Universo não é um estado estático (eterno), ou seja, até ele teve um início. Porém, a Ciência diz que para todo efeito deve haver uma causa (Princípio da Causalidade), por isso a criação do Universo teria tido uma causa primeira. Uma causa lógica para a criação do Universo tem que ser necessariamente imune às três categorias dimensionais (tempo, espaço e matéria), pois elas vieram a ser criadas apenas no momento que marcou a existência do Universo. Podemos supor então que, apenas algo de natureza eterna, poderia ter sido a causa primeira, visto que o que é eterno, não precisaria ter sido criado ou ter tido uma causa anterior. Nesse ponto o Ateísmo desmorona, porque até então a comunidade científica acreditava que o Universo é que era eterno e não precisava segundo eles de um ato criador. Essa causa também refuta visões panteístas, pois alguns dizem que Deus é “Tudo” e isso não pode ser verdade, pois sabemos que se Deus existe ele deve ser infinito e “Tudo” engloba muitas coisas finitas. Da mesma forma que a crença em vários seres eternos, é ilógica, pois como algo que é eterno ou infinito pode terminar para que outra coisa eterna ou infinita comece? Einstein, ironicamente, eliminou todas as outras formas de cosmovisão, sobrando apenas a do Teísmo (Cristianismo, Judaísmo e Islamismo). Einstein não gostou dos resultados dos seus cálculos, sua teoria estava correta, isso significava que o Universo teve um início definido de todo o tempo, espaço e matéria.
Outras leis também corroboram para o argumento, a Primeira Lei da Termodinâmica, afirma que a quantidade de energia no universo é constante. Porém, a Segunda Lei da Termodinâmica afirma que o Universo está ficando sem energia. Portanto, se o Universo tivesse uma quantia finita de energia, como ele estaria ativo hoje se tivesse sido criado há um tempo infinitamente distante? Apesar de todas essas evidências, muitos cientistas ainda não estavam satisfeitos, em 1989, a NASA lançou um satélite chamado “COBE”, que foi capaz de ver as oscilações da radiação espacial. Quando George Smoot, líder do projeto, anunciou as descobertas, sua chocante comparação foi citada em jornais do mundo inteiro. Ele disse: “Se você é religioso, então é como estar olhando para Deus”. Michael Turner, astrofísico da Universidade de Chicago, afirmou que “a evidência dessa descoberta não pode ser desprezada, eis o Santo Graal da cosmologia”. Stephen Hawking também concordou e chamou as descobertas de “as mais importantes descobertas do século, senão de todos os tempos”. Os cientistas ficaram maravilhados diante da precisão das ondulações da radiação, pois mostravam que a explosão e a expansão do Universo foram “precisamente” calculadas de modo não apenas a fazer a matéria se reunir em galáxias, mas também a ponto de não fazer o próprio Universo desmoronar sobre si mesmo! Qualquer variação para um lado ou para o outro e nenhum de nós estaria aqui para contar esta história. A exatidão das oscilações é tão suprema que Smoot as chamou de “marcas mecânicas da criação do Universo” e “impressões digitais do Criador”. Agora você pode entender por que tantos cientistas são tão eloqüentes na descrição de sua descoberta e isso foi tão grandioso e tão preciso que provocou um “Big Bang” entre os cientistas!

Razão 6 - Não sou ateu, porque sem Deus a vida perde o valor e se transforma em puro fatalismo

“Antes que os montes nascessem, ou que tu formasses a terra e o mundo, sim, de eternidade a eternidade, tu és Deus. Tu reduzes o homem à destruição, e dizes: Volvei, filhos dos homens, porque mil anos são, aos teus olhos, como o dia de ontem que passou, e como a vigília da noite. Tu os levas como corrente de água: são como um sono: são como a erva que cresce de madrugada. De madrugada cresce e floresce; à tarde corta-se e seca. Pois somos consumidos pela tua ira, e pelo teu furor somos angustiados. Diante de ti puseste as nossas iniquidades, os nossos pecados ocultos à luz do teu rosto. Pois todos os nossos dias vão passando na tua indignação; acabam-se os nossos anos como um conto ligeiro”.
Salmos 90:2-9

Se Deus não existe, então concluímos que a vida é sem sentido e estamos, não só nós, mas também o universo, destinados a morte eterna. Sem Deus as nossas vidas, obras, pensamentos e tudo o mais são meros lampejos de luz numa vasta e infinita escuridão. A verdade é que se Deus existe, então deve haver um propósito maior. Se existe um verdadeiro propósito para sua vida, então existe uma maneira certa e uma maneira errada de viver e tais escolhas nos afetam aqui e na eternidade. Porém, se Deus não existe, então concluímos que a vida de alguém não significa absolutamente nada, pois uma vez que não existe um propósito duradouro para a vida, não existe uma maneira certa ou errada de viver. Não importa de que modo se vive ou naquilo em que se acredite, não importa se vivi como Adolf Hitler ou como Madre Tereza de Calcutá, pois o destino de todos é o nada.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

As ideologias infernais do Ateísmo

            A visão popular que é apreendida dos ateus em sua grande maioria é de homens intelectuais, que trilharam os caminhos duvidosos da mente humana e chegaram ao ápice da racionalização, onde nada é oculto, inexplicável e muito menos sobrenatural aos seus olhos. São vistos como homens que superaram o senso comum e desvendaram todas as faces do imaginário e das crendices populares usando como arma o conhecimento adquirido ao longo da história.

Bate-papo entre ateus

Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina (de Cristo), não o recebais em casa, nem tão pouco o saúdes. Porque, quem o saúda tem parte nas suas más obras”.
II João 1:10-11

Certa vez dois homens, estavam sentados num banco de um parque e um deles puxou conversa com o outro e assim falaram sobre diversos assuntos. Em determinado momento a conversa entrou em terreno espiritual. E o homem que estava à direita do banco disse:

- Não entendo o porquê de tantas guerras religiosas. Com o avanço da ciência e da tecnologia, a humanidade já deveria ter desistido sobre a ideia de haver deus e diabo.
- Então você é ateu? (retrucou o da esquerda).
- Sim. Embora eu tenha crido nos primeiros anos da minha vida eu já me livrei desses sentimentos inúteis.
- É como você disse. Se deus existe ele não é mais que um tirano querendo castrar todas as nossas vontades e desejos.
- Exato. Se ele existisse mesmo, não seria mais que um sádico por ter colocado tantas tentações num mundo como o nosso.

            A conversa continua por mais alguns minutos e os dois homens mostram durante o amigável diálogo total afinidade em seus posicionamentos, até que o homem da direita levantasse e diz:

- Foi bom conversar com você, mas está na minha hora.
- Eu também adorei o papo. Sempre que quiser conversar estarei por aí.
- Ótimo foi um prazer te conhecer. A propósito, meu nome é Carlos e o seu?
- Satanás. E o prazer foi todo seu!
- Há, há, há. Essa foi boa!

            Não é de se espantar que o pensamento do ateu vá totalmente ao encontro do pensamento de Satanás. Dificilmente uma conversa entre eles poderia se desenrolar de outra maneira. Se não carrego comigo a doutrina cristã e sou levado por uma cultura sem Deus, dificilmente terei, entre o meu rol de amizades, pessoas que pensem diferente de Satanás. Mesmo que os ateus neguem a existência de Satanás, perceba que a Bíblia adverte para o cuidado com o mesmo (I Pe 5:8), por isso ele próprio (Satanás) não poderia fazer igual, e assim dessa forma, vive a ocultar a sua existência usando a cultura popular como um de seus incontáveis subterfúgios, como no diálogo acima, a saber, usando uma simples piada em relação a si.

Igualdade entre os sexos

“Vós, mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como, também, Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.
Efésios 5:22-23

Atualmente nós temos percebido que uma série de pensamentos antibíblicos têm invadido nossa cultura e isso não é de hoje. Existe um princípio muito popular na sociedade ateísta de hoje e este princípio é o da “igualdade entre os sexos”. Tal pensamento está tão enraizado em nossa cultura que nem parece que há 50 anos a tradicional e milenar instituição familiar que tinha homens e mulheres com funções bem definidas fosse desaparecer quase que por completo em sua essência. Esse tipo de ideal tem sido propagado em praticamente todos os lugares, principalmente na mídia e sistemas educacionais, amparado pela criação de mais um movimento ateísta, o Feminismo. A visão bíblica diz que homens e mulheres são diferentes, onde temos figurativamente o homem como cabeça e mulher como corpo, havendo assim uma nítida noção de subordinação hierárquica entre ambos.
Deus claramente diz que fará a mulher para ele (o homem) e que a mesma estará “como” diante dele, curiosamente Deus não disse “igual” e sim “como”, ou seja, a mulher apesar de ser de igual semelhança não compartilha igualitariamente da mesma função do homem, visto que os dois foram necessariamente criados diferentes. A condição de adjutora ou auxiliar é uma função inata, atribuída pelo próprio Deus e agindo como tal, a mulher justifica a decisão do porque de ter sido criada. Ora, quem auxilia é secundário numa função, logo, é do homem a primazia no mundo, visto que Adão já executava o seu trabalho, mas necessitou de uma auxiliar (Gn 2:18-25).
A entrada do pecado no mundo, responsabilizou ambos, homem e mulher de maneiras diferentes. A impressão que os versos nos passam é que antes, a mulher não era ou pelo menos não se sentia submissa ao homem, mas agia de acordo com o propósito pelo qual foi criada. Da mesma forma aconteceu ao homem, mesmo ele antes, agindo funcionalmente no seu trabalho, agora exibe o suor e sofrimento no seu sustento, coisa que antes não era perceptível para ele (Gn 3:16). A relação bíblica entre homens e mulheres assim nos foi revelada para que um paralelo entre Cristo e a Igreja ficasse evidenciado. Se por um lado temos as mulheres submissas aos homens, por outro temos a Igreja submissa a Cristo e é dessa forma que a glória de Deus se manifesta em sua plenitude (I Co 11:8-12). Sob essa ótica, não é uma questão de quem tem mais autoridade e sim de quem cumpre com o que Deus pôs como propósitos de cada um, sendo para o homem o governar da cabeça e para a mulher o obedecer do corpo, pois que ambos como Igreja, são submissos a Cristo e Cristo por sua vez submisso ao Pai altíssimo. Segundo os muitos defensores da igualdade entre homens e mulheres, esta ideia bíblica de subordinação é injusta para com as mulheres e deve ser abolida para que deva existir igualdade. Porém se nós analisarmos bem, veremos que não há injustiça por parte da Bíblia e sim uma grande sabedoria da parte de Deus.
Para explicarmos melhor, vamos ilustrar esse argumento olhando para a vida das aves. Note que em cada espécie de ave, são sempre os machos que se destacam, seja na plumagem, canto, desenvoltura, etc. Um grande exemplo é o pavão, a plumagem dos pavões machos é muito mais destacada que a das fêmeas. Teria Deus sido injusto com as fêmeas dando aos pavões machos uma plumagem muito mais exuberante? Logicamente que não, sabiamente o Criador fez uma plumagem maçante e monótona para a fêmea, em oposição à criação da plumagem mais colorida e atraente do macho. Mas porque Deus criou estas aves desta maneira? Pense bem e você perceberá que realmente há muita sabedoria em Ele ter as criado dessa forma. Uma grande razão pela qual a plumagem da fêmea é tão simplória deve-se ao fato de ser ela a que deve chocar os ovos. Enquanto ela choca, deverá estar camuflada dos predadores, para que não seja impedida de conseguir chocar seus ovos. Se sua plumagem fosse igual a do macho seria visível a todos os tipos de predadores e com o tempo, isso acabaria com a espécie. 
Portanto, há efetivamente uma grande sabedoria em Deus ter criado as fêmeas desiguais para com os machos. Agora tente imaginar por um momento que cada um dos pássaros fêmea são mulheres e cada um dos pássaros macho são homens e que elas estão tentando ser iguais a eles, onde isso resultará? Claramente na extinção da humanidade. Deus não poderia ser mais sábio em ter feito as mulheres sendo mais frágeis que os homens. As mulheres que tentam ser iguais aos homens estão causando um grande dano a si próprias e a sociedade, a inutilidade desse pensamento tem sido um veneno mortal para o casamento e à sociedade e é antes de tudo uma afronta ao próprio Deus. A mulher que deseja ser independente do homem é semelhante a igreja que deseja ser independente de Cristo. Portanto, tendo o Filho se submetido, em tudo, a vontade do Pai, que seja também a Igreja sujeita ao Filho e a mulher ao homem, não por pura e simples autoridade patriarcal, mas por amor à Deus e zelo pelos seus desígnios.

Uma educação Moderna

A vara e a repreensão dão sabedoria, mas o rapaz entregue a si mesmo envergonha a sua mãe.
Provérbios 29:15

            Ultimamente a opinião pública tem defendido que a prática da disciplina, através das palmadas, não é aceitável na época presente. A nova sociedade não vê com bons olhos, o ato de bater numa criança. “Quem educa não bate”, tornou-se a mensagem por trás desse apelo que vem surgindo numa sociedade moderna e sobre tudo ateísta. Quando menciono ateísta, o faço pelo motivo de que As Sagradas Escrituras nunca abrandaram a disciplina (vara) em relação aos jovens. Pelo contrário, elas ensinam que a disciplina através da vara é, em muito benéfica, para a construção do caráter dos homens e isso é ricamente demonstrado no livro de Provérbios.

Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento”. (Pv 10:13).

O que retém a sua vara aborrece a seu filho, mas o que o ama, a seu tempo o castiga”. (Pv 13:24).

A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele. (Pv 22:15)

Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno. (Pv 23:13-14)

            Não estamos falando de violência desmedida que gera ossos fraturados, pele queimada ou sessões de tortura. Falamos sim da pura punição pela transgressão, que educa a criança e lhe mostra seus limites. Uma vez que não há por parte dos que educam uma ação incisiva, não há, com efeito, uma legítima apreensão do que se espera que a criança faça em relação ao certo e o errado. As grandes lições da vida são aprendidas quase que totalmente mediante o sofrimento, a dor ajuda a compreender a necessidade de se evitar a repetição de erros. Se não há por parte da criança a expectativa de sofrimento em caso de erro, não haverá preocupação em fazer o certo, pois sempre é mais fácil agir errado. Sempre é mais difícil falar a verdade, não trapacear, obedecer às autoridades, etc. Se a criança cresce sem a limitação da dor pelas suas ações erradas, por que se espantar com a total degeneração e falta de respeito ao próximo que esta geração vem mostrando?
A criminalidade nunca foi tão evidente entre jovens, nunca esta geração se mostrou tão depravada e sem afeição as leis e a ordem como nos dias de hoje. Porém o mais impressionante disto é que as próprias Escrituras previram este tempo:
Sabe, porém, isto; que, nos últimos dias, sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim, também, estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como, também, o foi o daqueles.
II Timóteo 3:1-9

Novas penas de morte: Aborto e Eutanásia

Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar.
Eclesiastes 3:1-3

O principio bíblico diz que somente Deus tem o direito de tirar a vida do homem (I Sm 2:6). A vida é para as Escrituras algo de tal importância, que apenas o seu autor, Deus, pode retirá-la impunemente, não importando para isso qualquer hipótese. É fato também que, muitos homens foram sentenciados a morte pelas mãos de homens guiados por Deus. O princípio destes atos era aplicado como uma ordem de Deus contra as transgressões de sua lei, vistas como um mal necessário para a preservação da moral e ordem de seu povo, através da rígida e implacável Lei Mosaica. Claramente, este sistema de punição nunca foi o propósito, ideal, para o povo de Deus. O sentido da necessidade de punir apontava para a necessidade de perdoar, mas isso não foi, até a vinda de Cristo, compreendido pelo povo, que não conseguia aparta-se do legalismo da lei em razão da misericórdia, embora isso tenha sido ensinado bem antes no Velho Testamento (Os 6:6) e reafirmado no Novo Testamento (Mt 9:13). Porém, nos dias atuais, a pena de morte que ainda existe está sendo sutilmente ampliada, ignorando os preceitos bíblicos para tornar os crimes de aborto e eutanásia legais.
O aborto é defendido (não em todos os casos) pela comunidade ateísta, que alega que existem fins práticos para se legalizar o assassinato de fetos. O pensamento feminista faz da mulher um ser com o total controle sobre o seu corpo, tornando um feto apenas só mais uma parte do mesmo. E como apenas parte de seu corpo, teria ela o direito total quanto a sua existência. O aborto é também amplamente defendido pelos relativistas, alguns acham que ele é aceitável, enquanto a regra geral o considera homicídio. Esta controvérsia se dá em relação à quais valores esta prática se aplicaria. Se um não nascido não for um ser humano, então o valor da liberdade do feto não existe e deveria ser aplicado na lei. Contudo, sabemos que o não nascido é um ser humano e tem o seu valor garantido na lei, concedendo liberdade individual, não como parte de um corpo da mulher, mas como um ser com identidade própria. O ex-presidente americano Ronald Reagan brincou certa vez e disse: “Engraçado! Percebi que todos aqueles que são favoráveis ao aborto realmente nasceram”. Aqueles que se mostram favoráveis ao aborto se mostram contraditórios as suas próprias existências.
            O que dizer da Eutanásia? Teria o homem direito de tirar a vida de outro mediante a sua incurável enfermidade? A resposta bíblica é não. O sofrimento, mesmo que incurável, não pode ser aplacado com a sentença de morte do enfermo, ainda que o mesmo o deseje de todo coração. No livro de Jó, as Escrituras mostram o que parece ser uma situação similar. Jó está em total desespero, haviam morrido de uma só vez sete de seus dez filhos, seus bens também haviam sido perdidos e sofria com um corpo enfermo envolto de tumores. Qual foi a sua atitude? Desejava a morte e amaldiçoava o dia em que nasceu (Jó 3:1). No entanto ele é repreendido por sua lamentação e orientado a buscar a Deus, inicialmente, Jó não pesou o fato de que sua vida, mesmo em ruínas, era um dom de Deus. Os clamores de sofrimento dos enfermos, nunca serão maiores que o dom da vida que os geraram. A dor e o sofrimento, de qualquer grau, são coisas intimamente ligadas à existência humana e apontam para o fim específico sem elas, fim este que provem unicamente de Deus.
            Como avaliar uma vida? Até que ponto um feto ou um enfermo podem ser considerados aptos para padecer por aborto e eutanásia respectivamente? Quantas semanas da concepção são necessárias para ignorar a vida embrionária? Se for justo que a eutanásia venha a promover o fim do sofrimento, não seria justo também permitir que os suicidas experimentassem a eutanásia, em face de seu sofrimento psicológico? A grande verdade é que não há compaixão nenhuma em matar um ser humano para evitar suas dores, maior compaixão terá aquele que o ajudar a amar a vida como um dom divino, mesmo que seja uma vida atribulada.

Doutrinas Diabólicas

Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.
I Timóteo 4:1

O ateísmo é então, nada mais nada menos que, um acúmulo de ideias e posicionamentos contrários às Escrituras Sagradas, uma verdadeira doutrina de demônios da qual, como cristãos, não podemos ser participantes. Em muitos casos, senão todos, os ateus são de fato possuídos pelo demônio, não literalmente, como que por espíritos (ainda sim há estes casos), mas possuídos pelos pensamentos demoníacos que são naturalmente contrários a Deus. Quando lemos escritos de ateus, não lemos mais do que blasfêmias, feitas por demônios, balbuciadas ao pé do ouvido de homens corruptos que usam seus diplomas, forjados num mar de teorias e achismos, para lutarem contra Deus.

Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias cobiças”.
II Timóteo 4:3

Vencendo as armadilhas ateístas

            Já vimos que o ateísmo é uma doutrina que não usa a verdade como pilar de suas ideologias e sim um sentimento meramente corrupto que priva pela autossatisfação, afastando para isso toda e qualquer crença divina. Apesar disso, muitos ateus desenvolveram ao longo do tempo lógicas falsas (sofismas), que são usadas para ludibriar os incautos que acabam caindo e se filiando a este movimento maligno. É necessário que estejamos prontos para identificar, cada um desses sofismas, e desmascara-los sutilmente para que, com a Graça de Deus, possamos desatar as mentes daqueles que professam o ateísmo como verdade.

Ateus: sábios ou loucos?

Ninguém se engane a si mesmo; se alguém, de entre vós, se tem por sábio neste mundo, faça-se louco, para ser sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: Ele apanha os sábios na sua própria astúcia”.
I Coríntios 3:18-19

Como foi abordado nos capítulos anteriores, se um ateu afirmar que os dez mandamentos tiveram uma autoria humana estará ele sendo totalmente ilógico, pois a natural incompatibilidade que o homem tem com o decoro dos dez mandamentos é evidente. Mas admitindo-se que isso tivesse sido possível, tal homem, apesar de primitivo, seria moralmente superior a todos os outros homens que vieram a nascer neste mundo, mais até que os civilizados ateus de hoje, que são contrários ao decoro das leis dos dez mandamentos.
Se isso não provasse que a autoria destas leis é divina, provaria no mínimo que os ateus são incapazes de alcançar o padrão de decoro destas mesmas leis, em virtude de sua contrariedade a elas. Se não podem adequar-se ao decoro das leis do Autor, como então esperam entender ao Autor que estar acima delas? Se pessoas sem nenhuma educação podem falar tão vividamente sobre Deus, claramente percebemos que a origem da sabedoria necessária para compreender a Deus não é humana, há uma enorme limitação, não intelectual, mas espiritual, da parte dos ateus, pois se precisamos de olhos para ver e ouvidos para ouvir, se faz necessário que tenhamos fé para crer.
Enquanto os ateus julgarem a fé como uma simples expressão cultural sem importância, eles estarão condenados a nunca entenderem a Deus. Ora, sem fé, é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam (Hb 11:6).

Ninguém está em cima do muro

Ninguém pode servir a dois senhores; porque, ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamon.
Mateus 6:24

Quando confrontados com a afirmação que Satanás é o autor do ateísmo, muitos ateus usam a seguinte afirmação: “Satanás não é o autor do ateísmo. Como ateu que sou, não creio em Satanás tanto quanto não creio em Deus. Eu não me torno um adorador de Satanás simplesmente pelo fato de não crer em qualquer divindade. Isso também não faz de mim um criminoso, pois eu não sou pecador, porque também não creio na definição de pecado”.
            Observe que há um erro na resposta do ateu à afirmação, perceba que este ateu julga ser impossível, para ele, ser adorador de Satanás pelo fato de não acreditar no próprio. Os ateus acham que o culto a Satanás está subordinado ao reconhecimento da existência de Satanás. A denial of satan does not nullify his true existence.Uma vez que a negação de Satanás não anula a existência dele o culto de sua pessoa também não é dispensado. Mesmo o ateu, não admitindo que seja seu seguidor, não acha neutralidade no seu posicionamento, que é comprovado através da conduta de sua vida. Se o bem e o mal existem, e Deus por motivos óbvios (o decoro de suas leis) se posiciona como representante do bem, logo aqueles que não se adequam a Deus e se contrapõe ao mesmo, confirmam sua posição no outro lado (lado de Satanás). Assim como Jesus disse na Bíblia: Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12:30).
Quando Deus criou o homem, ele era propriedade de seu reino, mas quando ele caiu pelo pecado, Satanás se tornou o senhor e rei de toda a humanidade e por essa razão todos os homens já nascem escravos de Satanás, independentemente de suas crenças. Jesus Cristo veio ao mundo para resgatar o homem da escravidão do pecado do qual Satanás é senhor, pois como está escrito: Sabemos que somos de Deus, e que todo o mundo está no maligno” (I Jo 5:19). Podemos utilizar a mesma lógica para refutar a informação de que o ateu não crê ser pecador por não concordar com a definição divina de pecado. Pois o desacordo com uma definição divina não dispensa uma pessoa de ser pecadora, mesmo que ela sinceramente acredite que não seja.

Supondo uma inexistência

Porque as suas coisas invisíveis (as coisas de Deus), desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem, pelas coisas que estão criadas, para que eles (os homens) fiquem indesculpáveis”.
Romanos 1:20

Alguns ateus lançam a seguinte suposição: “E se Deus não existir”? Simples. Se não houvesse Deus, então nada existiria. Pois o que vem a ser criado não pode estar alheio ao que causou a sua criação. Se Deus não existe, então nada existe, uma vez que existimos, Deus existe, do contrário como justificaríamos a nossa existência? Assim vemos que a maior prova da existência de Deus é a própria existência da realidade. Supor que Deus não existe é uma falácia, visto que a origem da causa primeira (nossa própria existência), é a que gera nossa suposição e para isso precisa ser ignorada.

Como odiar algo que não existe?

Não como Caim, que era do maligno e matou o seu irmão. E por que causa o matou? Porque as suas obras eram más, e as do seu irmão justas.
I João 3:12

Uma vez que entendemos a filosofia ateísta, logicamente associamos a sua clara oposição para com Deus. Mesmo assim os ateus dizem que não se trata de oposição, visto que assim como não se pode se opor ao que não existe, não se pode odiar o que não existe. Essa afirmação tem enganado a muitos. Embora seja verdade que não se possa odiar o que não existe, os ateus sentem o inverso disso, eles sabem que Deus existe (não necessariamente o Deus cristão) e é por isso que eles o odeiam. Embora eles, no seu interior, saibam dessa verdade, associam essa mesma verdade a um argumento que mostra uma impossibilidade de crer num Deus verdadeiro, mediante a diversas crenças existentes. No entanto, o único e verdadeiro Deus (não necessariamente o Deus cristão embora cremos sim ser Ele o único) existe, independentemente de quaisquer outros deuses da imaginação humana. Se é assim então de onde vem o ódio? O ódio é uma resposta ao decoro deste Deus. Os fariseus achavam que criam no mesmo Deus que Jesus pregava, porém Cristo os confrontou com o decoro que Deus realmente tinha e exigia, daqueles que se diziam seus servos. Este decoro não foi aceito pelos fariseus e assim, a sua crença se converteu em ódio, porque as obras dos fariseus eram más. Veja o que diz a Bíblia:
Respondeu-lhes Jesus: Já vo-lo tenho dito, e não o credes. As obras que eu faço, em nome de meu Pai, essas testificam de mim” (Jo 10:25).

Os judeus pegaram então, outra vez, em pedras, para o apedrejar. Respondeu-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas; procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?” (Jo 10:31-32)

Se não faço as obras do meu Pai, não me acrediteis. Mas, se as faço, e não credes em mim, crede nas obras; para que conheçais e acrediteis que o Pai está em mim e eu nele.” (Jo 10:37-38)

A questão a se fazer ao ateísmo é: Porque não crê naquilo que é bom? E quem de fato é bom se não Deus? A resposta que os ateus podem nos dar é a mesma que os fariseus deram a Jesus: Porque preferimos as nossas más obras ao invés das boas que não são nossas.

Uma bofetada apologética

Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.
I João 3:12

É muito comum ouvir ateus se referirem a cristãos como pessoas desprovidas de pensamento racional e crítico. Embora tenhamos que admitir que boa parte dos crentes de hoje sejam pessoas comuns sem muita instrução, mas não se pode subestimar a defesa da fé, pois há argumentos extra bíblicos bem significativos para justificarmos a fé cristã. Graças a Deus, um alto nível intelectual não é necessário para que entendamos as simples verdades do evangelho de Jesus Cristo. Deus em sua rica misericórdia cuidou para que a salvação não se desse por intelecto e com isso ele humilhará os altivos e exaltará os símplices de coração. Mas, enquanto a misericórdia de Deus não é aceita pelos ateus, devemos nos posicionar firmes na defesa de nossa fé (I Pe 3:15).
Um bom argumento que todo ateu deveria considerar é a quantidade de matéria e energia usada na criação. Matéria e energia não podem ser criadas ou destruídas. Este é um princípio básico da ciência. Esta preservação dos átomos é chamada como “Lei de Conservação da Massa”. Uma vez que os átomos são conservados durante e após as reações químicas, os produtos das reações são meras equações químicas. Existe uma ligação muito próxima dessa lei e a existência de Deus. Observe que, se a matéria não pode ser criada sob nenhuma hipótese, como tudo veio a ser criado?
A razão de nós estarmos aqui mostra que essa regra tem com certeza uma exceção. Algo ou alguém de fato é capaz de criar a matéria. Seja qual for a razão da criação, essa razão não pode ser atribuída a uma inexistência, o que inexiste não tem capacidade de criar coisas que passem a existir. Assim, a causa que originou a criação não pode ter tido uma outra causa de mesma natureza, devemos concluir que esta causa não foi passageira, mas sim permanente, eterna, pois o que é eterno sempre existiu e não precisaria para isso de uma outra causa (Princípio da Causalidade). Note também, que aquele que criou tudo que há, não o fez de qualquer maneira, pois notamos uma extrema ordem e complexidade na criação. Se esta causa é pessoal (pois houve uma decisão de criar) e inteligente (criou de forma ordenada e complexa), quem mais, se não Deus, poderia ter sido esta causa?
            Negar este argumento é extremamente difícil, para não dizer impossível. Encontrar uma causa que seja pessoal, inteligente, imune a tempo, espaço e matéria, com um extraordinário poder de criação, suficiente para manter tudo que há no universo em atividade até hoje e ainda assim não chamar esta causa de Deus é muita relutância em aceitar o óbvio, digo mais, é uma recusa infantil em admitir a prova esmagadora da Sua existência.