Nunca na história da humanidade o homem teve tantos conflitos éticos e morais, nunca foi tão difícil, na sociedade em geral, dizer quem está certo ou errado. A eterna dualidade moral que guiava o mundo desde os primórdios parece não mais se manifestar. A relativização da moral e da verdade criou infinitas possibilidades no nosso imaginário e como resultado disso vemos uma total incontinência dos homens para com Deus e as suas verdades.
Moral, Amoral e Imoral
“Porque se introduziram alguns, que já antes estavam escritos para este mesmo juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de Deus, e negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”.
Judas 1:4
O em sua essência apenas mais uma conotação satânica hasteada pela bandeira da rebelião contra Deus em favor da raça humana. Este fato se torna evidente, quando entendemos a real natureza da justiça e do pecado. Se Deus é justiça e sua justiça é revelada por um padrão de moralidade absoluta, então a negativa de Deus, ateísmo, ataca a existência de tal padrão, que deixa de ser absoluto (divino) para ser relativo (humano). As consequências de se considerar um padrão de moral relativo são catastróficas. Quando Adolf Hitler ordenou a morte de milhões de judeus ele tinha em sua mente um padrão de moralidade relativo, que abrangia de maneira favorável a sobrevivência do povo alemão acima de qualquer outro povo. Movido por esse fim, o Holocausto, foi uma relativização da vida humana nivelada pela a etnia de um povo. Os pensamentos de Adolf Hitler eram visionários, mas apenas para um povo específico, o que significou o total desprezo e irrelevância para com o resto do mundo.
A grande maioria dos ateus de hoje ainda tenta negar a Deus querendo relativizar a moral vigente de nosso mundo. Mas fazendo isso, estamos apenas dando carta branca para o aparecimento de outros mais como Hitler, Stálin e Mussolini. Relativizar a moral é o mesmo que dizer que estes homens estiveram, segundo os seus padrões de moral, corretos em tudo que fizeram em vida, pois se não há absolutos morais, ninguém pode ser julgado por pensar diferente da maioria, pois seriam todos pontos de vista relativos. Dessa forma, vemos que no teísmo e ateísmo, os dois princípios de moralidade são opostos, assim como os seus autores. Já sabemos que Deus é justiça e que sua justiça possui um padrão moral absoluto, do qual é contrária ao padrão moral relativo, que como abordamos antes, é uma fonte de injustiça, injustiça essa que se converte em puro pecado. Uma vez que o pecado é um princípio oposto à justiça, ele deverá permanecer fiel à sua natureza, mesmo nos casos mais óbvios. Assim vemos que a natureza da justiça (padrão absoluto) deverá seguir seu criador (Teísmo) e a natureza do pecado (padrão relativo) também (Ateísmo).
O padrão absoluto é inabalável e firme, o relativo esgueirasse ao seu redor tentando miná-lo, pois a existência da verdade já é em si um ataque à mentira que só subsiste pela própria verdade, em outras palavras, o ateísmo não apenas nega a Deus, mas o odeia, porque até mesmo ele (o ateísmo) depende da existência de Deus.
Os verdadeiros criminosos de nosso tempo
“E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo e bom”.
Romanos 7:12
Alguma vez na vida você já se perguntou de onde vieram as leis que hoje regem a humanidade? Sabemos que elas existem para regular a convivência das pessoas e garantir os direitos e deveres de cada indivíduo. No geral, a palavra lei nos traz um sentimento de advertência, cautela, cuidado com os limites. Somos educados a responder obedientemente, às leis, mediante uma ameaça de punição para quando não à observarmos. Uma punição, destacasse num ato que torna possível à alguém castigar uma outra pessoa, através de uma autoridade. Em outras palavras, qualquer conjunto de leis se remete a uma espécie de autoridade maior e com poder para punir todos àqueles que a transgredem.
O Decálogo, as dez leis de Deus impressas nas tábuas de pedras, é uma das mais (se não a mais) antigas materializações de um conjunto de leis e que de fato foi inegavelmente usada como base para as leis de hoje. Deus ordena aos homens nos dez mandamentos para: “Honrar pai e mãe”, “Não matar”, “Não cometer adultério”, “Não furtar”, “Não levantar falso testemunho”, etc... (Êxodo 20:1-17). Acredito que não exista ninguém que seja capaz de negar publicamente a nobreza destas leis, pois não
há nenhum desacordo com o fato de que elas são justas e honradas. Porém, uma vez que os ateus negam que Deus exista e muito menos que Ele tenha sido o criador destas leis, eles não terão capacidade de reconhecer Deus como o autor dos dez mandamentos e logo teriam que atribuir essa criação ao homem. Moisés e os seus contemporâneos, julgam os dez mandamentos como ordens de Deus e não deles próprios (Ex 16:28). Mas supondo que os ateus estejam certos quando dizem que tais leis provinham de homens, teria sido Moisés o autor destas leis? Qual era a autoridade que Moisés tinha que o tornava um legislador autêntico? Se essa autoridade não fosse proveniente de algo superior ao próprio Moisés, nenhuma legislação seria acatada pelo seus contemporâneos. Deus exigiu através da lei que o povo fosse instruído e, portanto, moldado a um padrão mais elevado (Ex 24:12). Se as primeiras civilizações estavam entregues a um barbarismo natural completamente desprovido de leis, como alguém, desse mesmo meio poderia estar apto para a criação de um conjunto de leis tão decorosas como os dez mandamentos?
O homem por motivos lógicos, não pode ser o autor dos dez mandamentos, porque a própria existência deles como “ordenanças” é uma evidência que atesta para a incapacidade de se cumpri-los por livre e espontânea vontade. A lei só foi criada porque o homem era incapaz de cumpri-la por si, porque se fosse, não haveria a necessidade da criação destas leis em primeiro lugar (Rm 7:7). Os dez mandamentos são assim um conjunto decoroso de leis que atestam para um criador igualmente decoroso. Negar que o decoro destas leis seja algo de natureza divina é, além de uma negação ao próprio Deus, uma negação ao decoro das próprias leis, visto que se não foi de Deus esta autoria, como toda lei, ela não tem uma autoridade ou importância maior que o próprio homem, portanto sua transgressão não acarretaria em punição. Ora, se Deus ordenou aos homens a não matar e Jesus aperfeiçoou este mandamento dizendo que aquele que odeia também é homicida (Mt 5:22), porque então a comunidade ateísta é a favor não só do aborto como da eutanásia? Se Deus ordenou não cometerás adultério e Jesus aperfeiçoou igualmente este mandamento dizendo que aquele adultera em seu coração já pecou (Mt 5:28), porque a comunidade ateísta encara com naturalidade o uso da pornografia e das práticas homossexuais?
A resposta é que o ateísmo não concorda com o decoro dos dez mandamentos e nunca poderia, pois não concordam com o seu autor para começo de conversa. O ateísmo, por meio da sua oposição aos decoro dos dez mandamentos, não é outra coisa senão um princípio contrário ao de Deus e de sua santa lei. Esta contrariedade é o principal motivo pelo qual os incrédulos mostram-se incapazes de amar essas leis tão nobres e viver de acordo com elas, portanto, é correto concluir que o ateísmo e sua negação à autoria destas leis, não são outra coisa senão uma depravação dos princípios bíblicos, um mal que opera nas pessoas que desonram seus pais, mentem, matam, roubam, se prostituem ou cometem qualquer outro crime moral, mesmo independente de seu nível intelectual. Sob essa ótica, aqueles que estão negando a autoria das leis de Deus, a necessidade de cumpri-las e a punição por quebra-las, são os verdadeiros criminosos de nosso tempo, sejam eles ateus intelectuais ou incrédulos comuns.
Resposta a um mundo decaído
“E viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra, e que toda a imaginação dos pensamentos do seu coração era só má continuamente”.
Gênesis 6:7
Esta passagem do livro de Gênesis torna um clichê qualquer citação sobre a crescente maldade do ser humano. Somos testemunhas diárias do sofrimento humano, seja em casa, no trabalho ou na televisão. São filhos que matam os pais pela herança, pais que abusam e enclausuram seus filhos por décadas, alunos que invadem as salas e descarregam armas de fogo contra os colegas, etc... A pergunta é porque isso acontece? Porque a humanidade está a cada dia pior? Simples, os responsáveis por esse mundo já são conhecidos desde o período de Gênesis (Lc 17:26). Assim como nos dias de Noé, a iniquidade de hoje também se manifesta naqueles que não andam em conformidade com Deus, a saber, todo aquele que é incrédulo. Talvez esta afirmação possa lhe parecer muito radical, mas na verdade ela só parece.
A razão pela qual a incredulidade se mostra como responsável por este mundo decaído é simplesmente pelo fato de que tais incrédulos, não só odeiam a Deus como também ensinam o mesmo ódio aos seus filhos através de seus próprios testemunhos de vida. Alguns ateus defendem que os pais que ensinam religião aos seus filhos estão na verdade cometendo a mais elevada forma de abuso infantil. Isso não é de se espantar em virtude do ódio contido que eles nutrem pela existência de Deus. Se não pudermos ensinar à nossos filhos que o padrão moral é absoluto, divino e existe independente de nós, como vamos convence-los à seguir tal padrão de moral se ele julgar que o dele é melhor? De fato será impossível. Uma vez que os incrédulos não ensinam às crianças que existe um padrão absoluto, pois eles mesmos não o obedecem, eles têm que por sua vez interpretar por si o que é ou não moral, e assim chegamos ao mundo de hoje.
Imagine por um instante que todos os habitantes da Terra admitam que as leis de Deus são decorosas, boas, justas e santas. E que todos decidam viver de acordo com elas, teríamos um mundo melhor? A resposta é óbvia, pois as leis são óbvias. No entanto, num mundo onde a grande maioria vive em total discordância com a vontade de Deus, esta expressa em seus mandamentos, torna igualmente óbvio que a continua e crescente transgressão dessas leis, gerariam um mundo igualmente transgressor.
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