A visão popular que é apreendida dos ateus em sua grande maioria é de homens intelectuais, que trilharam os caminhos duvidosos da mente humana e chegaram ao ápice da racionalização, onde nada é oculto, inexplicável e muito menos sobrenatural aos seus olhos. São vistos como homens que superaram o senso comum e desvendaram todas as faces do imaginário e das crendices populares usando como arma o conhecimento adquirido ao longo da história.
Bate-papo entre ateus
“Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina (de Cristo), não o recebais em casa, nem tão pouco o saúdes. Porque, quem o saúda tem parte nas suas más obras”.
“Se alguém vem ter convosco, e não traz esta doutrina (de Cristo), não o recebais em casa, nem tão pouco o saúdes. Porque, quem o saúda tem parte nas suas más obras”.
II João 1:10-11
Certa vez dois homens, estavam sentados num banco de um parque e um deles puxou conversa com o outro e assim falaram sobre diversos assuntos. Em determinado momento a conversa entrou em terreno espiritual. E o homem que estava à direita do banco disse:
- Não entendo o porquê de tantas guerras religiosas. Com o avanço da ciência e da tecnologia, a humanidade já deveria ter desistido sobre a ideia de haver deus e diabo.
- Então você é ateu? (retrucou o da esquerda).
- Sim. Embora eu tenha crido nos primeiros anos da minha vida eu já me livrei desses sentimentos inúteis.
- É como você disse. Se deus existe ele não é mais que um tirano querendo castrar todas as nossas vontades e desejos.
- Exato. Se ele existisse mesmo, não seria mais que um sádico por ter colocado tantas tentações num mundo como o nosso.
A conversa continua por mais alguns minutos e os dois homens mostram durante o amigável diálogo total afinidade em seus posicionamentos, até que o homem da direita levantasse e diz:
- Foi bom conversar com você, mas está na minha hora.
- Eu também adorei o papo. Sempre que quiser conversar estarei por aí.
- Ótimo foi um prazer te conhecer. A propósito, meu nome é Carlos e o seu?
- Satanás. E o prazer foi todo seu!
- Há, há, há. Essa foi boa!
Não é de se espantar que o pensamento do ateu vá totalmente ao encontro do pensamento de Satanás. Dificilmente uma conversa entre eles poderia se desenrolar de outra maneira. Se não carrego comigo a doutrina cristã e sou levado por uma cultura sem Deus, dificilmente terei, entre o meu rol de amizades, pessoas que pensem diferente de Satanás. Mesmo que os ateus neguem a existência de Satanás, perceba que a Bíblia adverte para o cuidado com o mesmo (I Pe 5:8), por isso ele próprio (Satanás) não poderia fazer igual, e assim dessa forma, vive a ocultar a sua existência usando a cultura popular como um de seus incontáveis subterfúgios, como no diálogo acima, a saber, usando uma simples piada em relação a si.
“Vós, mulheres, sujeitai-vos aos vossos maridos, como ao Senhor; Porque o marido é a cabeça da mulher, como, também, Cristo é a cabeça da igreja, sendo ele próprio o salvador do corpo”.
Efésios 5:22-23
Atualmente nós temos percebido que uma série de pensamentos antibíblicos têm invadido nossa cultura e isso não é de hoje. Existe um princípio muito popular na sociedade ateísta de hoje e este princípio é o da “igualdade entre os sexos”. Tal pensamento está tão enraizado em nossa cultura que nem parece que há 50 anos a tradicional e milenar instituição familiar que tinha homens e mulheres com funções bem definidas fosse desaparecer quase que por completo em sua essência. Esse tipo de ideal tem sido propagado em praticamente todos os lugares, principalmente na mídia e sistemas educacionais, amparado pela criação de mais um movimento ateísta, o Feminismo. A visão bíblica diz que homens e mulheres são diferentes, onde temos figurativamente o homem como cabeça e mulher como corpo, havendo assim uma nítida noção de subordinação hierárquica entre ambos.
Deus claramente diz que fará a mulher para ele (o homem) e que a mesma estará “como” diante dele, curiosamente Deus não disse “igual” e sim “como”, ou seja, a mulher apesar de ser de igual semelhança não compartilha igualitariamente da mesma função do homem, visto que os dois foram necessariamente criados diferentes. A condição de adjutora ou auxiliar é uma função inata, atribuída pelo próprio Deus e agindo como tal, a mulher justifica a decisão do porque de ter sido criada. Ora, quem auxilia é secundário numa função, logo, é do homem a primazia no mundo, visto que Adão já executava o seu trabalho, mas necessitou de uma auxiliar (Gn 2:18-25).
A entrada do pecado no mundo, responsabilizou ambos, homem e mulher de maneiras diferentes. A impressão que os versos nos passam é que antes, a mulher não era ou pelo menos não se sentia submissa ao homem, mas agia de acordo com o propósito pelo qual foi criada. Da mesma forma aconteceu ao homem, mesmo ele antes, agindo funcionalmente no seu trabalho, agora exibe o suor e sofrimento no seu sustento, coisa que antes não era perceptível para ele (Gn 3:16). A relação bíblica entre homens e mulheres assim nos foi revelada para que um paralelo entre Cristo e a Igreja ficasse evidenciado. Se por um lado temos as mulheres submissas aos homens, por outro temos a Igreja submissa a Cristo e é dessa forma que a glória de Deus se manifesta em sua plenitude (I Co 11:8-12). Sob essa ótica, não é uma questão de quem tem mais autoridade e sim de quem cumpre com o que Deus pôs como propósitos de cada um, sendo para o homem o governar da cabeça e para a mulher o obedecer do corpo, pois que ambos como Igreja, são submissos a Cristo e Cristo por sua vez submisso ao Pai altíssimo. Segundo os muitos defensores da igualdade entre homens e mulheres, esta ideia bíblica de subordinação é injusta para com as mulheres e deve ser abolida para que deva existir igualdade. Porém se nós analisarmos bem, veremos que não há injustiça por parte da Bíblia e sim uma grande sabedoria da parte de Deus.
Para explicarmos melhor, vamos ilustrar esse argumento olhando para a vida das aves. Note que em cada espécie de ave, são sempre os machos que se destacam, seja na plumagem, canto, desenvoltura, etc. Um grande exemplo é o pavão, a plumagem dos pavões machos é muito mais destacada que a das fêmeas. Teria Deus sido injusto com as fêmeas dando aos pavões machos uma plumagem muito mais exuberante? Logicamente que não, sabiamente o Criador fez uma plumagem maçante e monótona para a fêmea, em oposição à criação da plumagem mais colorida e atraente do macho. Mas porque Deus criou estas aves desta maneira? Pense bem e você perceberá que realmente há muita sabedoria em Ele ter as criado dessa forma. Uma grande razão pela qual a plumagem da fêmea é tão simplória deve-se ao fato de ser ela a que deve chocar os ovos. Enquanto ela choca, deverá estar camuflada dos predadores, para que não seja impedida de conseguir chocar seus ovos. Se sua plumagem fosse igual a do macho seria visível a todos os tipos de predadores e com o tempo, isso acabaria com a espécie.
Portanto, há efetivamente uma grande sabedoria em Deus ter criado as fêmeas desiguais para com os machos. Agora tente imaginar por um momento que cada um dos pássaros fêmea são mulheres e cada um dos pássaros macho são homens e que elas estão tentando ser iguais a eles, onde isso resultará? Claramente na extinção da humanidade. Deus não poderia ser mais sábio em ter feito as mulheres sendo mais frágeis que os homens. As mulheres que tentam ser iguais aos homens estão causando um grande dano a si próprias e a sociedade, a inutilidade desse pensamento tem sido um veneno mortal para o casamento e à sociedade e é antes de tudo uma afronta ao próprio Deus. A mulher que deseja ser independente do homem é semelhante a igreja que deseja ser independente de Cristo. Portanto, tendo o Filho se submetido, em tudo, a vontade do Pai, que seja também a Igreja sujeita ao Filho e a mulher ao homem, não por pura e simples autoridade patriarcal, mas por amor à Deus e zelo pelos seus desígnios.
Uma educação Moderna
Provérbios 29:15
Ultimamente a opinião pública tem defendido que a prática da disciplina, através das palmadas, não é aceitável na época presente. A nova sociedade não vê com bons olhos, o ato de bater numa criança. “Quem educa não bate”, tornou-se a mensagem por trás desse apelo que vem surgindo numa sociedade moderna e sobre tudo ateísta. Quando menciono ateísta, o faço pelo motivo de que As Sagradas Escrituras nunca abrandaram a disciplina (vara) em relação aos jovens. Pelo contrário, elas ensinam que a disciplina através da vara é, em muito benéfica, para a construção do caráter dos homens e isso é ricamente demonstrado no livro de Provérbios.
“Nos lábios do entendido se acha a sabedoria, mas a vara é para as costas do falto de entendimento”. (Pv 10:13).
“A estultícia está ligada ao coração do menino, mas a vara da correção a afugentará dele”. (Pv 22:15)
“Não retires a disciplina da criança, porque, fustigando-a com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno. (Pv 23:13-14)
Não estamos falando de violência desmedida que gera ossos fraturados, pele queimada ou sessões de tortura. Falamos sim da pura punição pela transgressão, que educa a criança e lhe mostra seus limites. Uma vez que não há por parte dos que educam uma ação incisiva, não há, com efeito, uma legítima apreensão do que se espera que a criança faça em relação ao certo e o errado. As grandes lições da vida são aprendidas quase que totalmente mediante o sofrimento, a dor ajuda a compreender a necessidade de se evitar a repetição de erros. Se não há por parte da criança a expectativa de sofrimento em caso de erro, não haverá preocupação em fazer o certo, pois sempre é mais fácil agir errado. Sempre é mais difícil falar a verdade, não trapacear, obedecer às autoridades, etc. Se a criança cresce sem a limitação da dor pelas suas ações erradas, por que se espantar com a total degeneração e falta de respeito ao próximo que esta geração vem mostrando?
A criminalidade nunca foi tão evidente entre jovens, nunca esta geração se mostrou tão depravada e sem afeição as leis e a ordem como nos dias de hoje. Porém o mais impressionante disto é que as próprias Escrituras previram este tempo:
“Sabe, porém, isto; que, nos últimos dias, sobrevirão tempos trabalhosos; porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, sem afeição natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias, carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade. E, como Janes e Jambres resistiram a Moisés, assim, também, estes resistem à verdade, sendo homens corruptos de entendimento e réprobos quanto à fé. Não irão, porém, avante; porque a todos será manifesto o seu desvario, como, também, o foi o daqueles”.
II Timóteo 3:1-9
Novas penas de morte: Aborto e Eutanásia
“Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu: Há tempo de nascer, e tempo de morrer; tempo de plantar, e tempo de arrancar o que se plantou; tempo de matar, e tempo de curar; tempo de derribar, e tempo de edificar”.
Eclesiastes 3:1-3
O principio bíblico diz que somente Deus tem o direito de tirar a vida do homem (I Sm 2:6). A vida é para as Escrituras algo de tal importância, que apenas o seu autor, Deus, pode retirá-la impunemente, não importando para isso qualquer hipótese. É fato também que, muitos homens foram sentenciados a morte pelas mãos de homens guiados por Deus. O princípio destes atos era aplicado como uma ordem de Deus contra as transgressões de sua lei, vistas como um mal necessário para a preservação da moral e ordem de seu povo, através da rígida e implacável Lei Mosaica. Claramente, este sistema de punição nunca foi o propósito, ideal, para o povo de Deus. O sentido da necessidade de punir apontava para a necessidade de perdoar, mas isso não foi, até a vinda de Cristo, compreendido pelo povo, que não conseguia aparta-se do legalismo da lei em razão da misericórdia, embora isso tenha sido ensinado bem antes no Velho Testamento (Os 6:6) e reafirmado no Novo Testamento (Mt 9:13). Porém, nos dias atuais, a pena de morte que ainda existe está sendo sutilmente ampliada, ignorando os preceitos bíblicos para tornar os crimes de aborto e eutanásia legais.
O aborto é defendido (não em todos os casos) pela comunidade ateísta, que alega que existem fins práticos para se legalizar o assassinato de fetos. O pensamento feminista faz da mulher um ser com o total controle sobre o seu corpo, tornando um feto apenas só mais uma parte do mesmo. E como apenas parte de seu corpo, teria ela o direito total quanto a sua existência. O aborto é também amplamente defendido pelos relativistas, alguns acham que ele é aceitável, enquanto a regra geral o considera homicídio. Esta controvérsia se dá em relação à quais valores esta prática se aplicaria. Se um não nascido não for um ser humano, então o valor da liberdade do feto não existe e deveria ser aplicado na lei. Contudo, sabemos que o não nascido é um ser humano e tem o seu valor garantido na lei, concedendo liberdade individual, não como parte de um corpo da mulher, mas como um ser com identidade própria. O ex-presidente americano Ronald Reagan brincou certa vez e disse: “Engraçado! Percebi que todos aqueles que são favoráveis ao aborto realmente nasceram”. Aqueles que se mostram favoráveis ao aborto se mostram contraditórios as suas próprias existências.
O que dizer da Eutanásia? Teria o homem direito de tirar a vida de outro mediante a sua incurável enfermidade? A resposta bíblica é não. O sofrimento, mesmo que incurável, não pode ser aplacado com a sentença de morte do enfermo, ainda que o mesmo o deseje de todo coração. No livro de Jó, as Escrituras mostram o que parece ser uma situação similar. Jó está em total desespero, haviam morrido de uma só vez sete de seus dez filhos, seus bens também haviam sido perdidos e sofria com um corpo enfermo envolto de tumores. Qual foi a sua atitude? Desejava a morte e amaldiçoava o dia em que nasceu (Jó 3:1). No entanto ele é repreendido por sua lamentação e orientado a buscar a Deus, inicialmente, Jó não pesou o fato de que sua vida, mesmo em ruínas, era um dom de Deus. Os clamores de sofrimento dos enfermos, nunca serão maiores que o dom da vida que os geraram. A dor e o sofrimento, de qualquer grau, são coisas intimamente ligadas à existência humana e apontam para o fim específico sem elas, fim este que provem unicamente de Deus.
Como avaliar uma vida? Até que ponto um feto ou um enfermo podem ser considerados aptos para padecer por aborto e eutanásia respectivamente? Quantas semanas da concepção são necessárias para ignorar a vida embrionária? Se for justo que a eutanásia venha a promover o fim do sofrimento, não seria justo também permitir que os suicidas experimentassem a eutanásia, em face de seu sofrimento psicológico? A grande verdade é que não há compaixão nenhuma em matar um ser humano para evitar suas dores, maior compaixão terá aquele que o ajudar a amar a vida como um dom divino, mesmo que seja uma vida atribulada.
Doutrinas Diabólicas
“Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios”.
I Timóteo 4:1
O ateísmo é então, nada mais nada menos que, um acúmulo de ideias e posicionamentos contrários às Escrituras Sagradas, uma verdadeira doutrina de demônios da qual, como cristãos, não podemos ser participantes. Em muitos casos, senão todos, os ateus são de fato possuídos pelo demônio, não literalmente, como que por espíritos (ainda sim há estes casos), mas possuídos pelos pensamentos demoníacos que são naturalmente contrários a Deus. Quando lemos escritos de ateus, não lemos mais do que blasfêmias, feitas por demônios, balbuciadas ao pé do ouvido de homens corruptos que usam seus diplomas, forjados num mar de teorias e achismos, para lutarem contra Deus.
“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores, conforme as suas próprias cobiças”.
II Timóteo 4:3
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